Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 14/06/2020

Na obra pré modernista “ Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o Major Quaresma, grande admirador do país, acreditava que se superados alguns desafios o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Entretanto, fora da literatura, percebe-se que tal obra literária não mimetizar a realidade atual, pois, em território nacional, ainda se encontram diversos problemas, dentre eles a questão dos desafios da inclusão de autistas no Brasil. Esse âmbito de iniquidade é fruto tanto da desinformação social, quanto da falta de qualificação dos profissionais da educação.

Vale ressaltar, a princípio, que a falta de informação da sociedade a respeito do autismo é fator determinante para a permanência do empecilho. Hodiernamente, pouco se sabe sobre essa doença, o que acarreta uma alienação coletiva sobre o assunto, dificultando a inclusão dessas pessoas na sociedade. Nessa perspectiva, vale lembrar que apenas em 1993 a síndrome foi adicionada na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS), o que demonstra a falta de conhecimento sobre o assunto. Diante disso, nota-se que a sociedade deve ser conscientizada a respeito de tal doença.

Outrossim, é importante salientar que a falta de qualificação dos profissionais da educação é também uma das razões pela qual o problema ainda perdura. Conforme o pedagogo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Sob esse viés, a inclusão de pessoas com autismo em um ambiente escolar é de suma importância para o aprendizado e a socialização do indivíduo. A partir de uma educação de qualidade – com profissionais qualificados para a área específica e que saibam lidar com quem possui tais transtornos -, é possível desenvolver seus pensamentos e os tornar adultos sociáveis e participativos em sociedade.