Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 19/06/2020

O Brasil tem cerca de 2 milhões de autistas, em que a inclusão deles deveria começar na escola, porém pode-se perceber que não é nada fácil incluir um aluno com dificuldades especiais na escola, além disso, ainda não existe um diagnóstico preciso para identificar a síndrome. Sendo o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social e comportamento.

Ocasionalmente, as famílias enfrentam dificuldades em matricular os filhos nas escolas, tendo em vista que muitas escolas não têm estrutura, nem pessoas especializadas para cuidar de uma criança especial. A prova disso é revelada na matéria do jornal O Tempo, “escolas recusam crianças com deficiência”, publicada em 2019, em que mostra a indignação dos pais em relação às escolas que não aceita seus filhos por falta de estruturas necessárias. Logo, com urgência, as escolas precisam mudar o seu posicionamento.

Mesmo com o autismo em crianças sendo mais comum que o câncer, AIDS e o diabetes, ainda não existe um diagnóstico, nem mesmo um exame genético capaz de afirmar com precisão a existência da síndrome. Sendo necessário um diagnóstico feito por uma equipe multidisciplinar, que envolve psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, neurologista e terapeuta, como também relatos das atividades diárias feito pelos familiares, dessa forma faz com que o seja um diagnóstico mais longo.

Em suma, fazem-se necessárias medidas capazes de incluir os indivíduos com autismo na sociedade brasileira. Dessa forma é fundamental que o Ministério da Educação crie capacitações de professores com o intuito de prepara-los para receber um aluno com necessidades especiais, através de palestras realizadas por especialistas em educação especial, a fim de que as escolas tenham educadores capacitados para receber um aluno autista. Assim como, o Ministério da Saúde precisa criar um exame capaz de afirmar com precisão a existência do TEA, através de pesquisas e experimentos, para que dessa forma o indivíduo autista tenha seu diagnóstico de forma mais prática e rápida. Sendo assim, com essas ações será possível incluir as pessoas com autismo na sociedade brasileira de forma mais prática.