Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/07/2020

O livro “Extraordinário” conta a história de um garoto de 10 anos que nasceu com uma deficiência e passa a frequentar uma escola regular pela primeira vez.A partir disso, a obra mostra as dificuldades que indivíduos que nascem com alguma síndrome têm para se incluir dentro de diferentes comunidades.Nesse contexto, o autista também passa por essa situação.Embora a doença que o atinge seja comum no Brasil, ainda há falta de políticas públicas que garantam, na prática, o seu desenvolvimento.Isso ocorre por conta da desinformação sobre o assunto por parte da população e também pela carência de investimento em centros de pesquisa, diagnóstico e tratamento da enfermidade.

Segundo o filósofo grego Aristóteles, a raiz da injustiça está atrelada à ignorância.A partir dessa perspectiva, pode-se inferir que uma das causas da escassez de ações que incorporem autistas dentro da sociedade de maneira justa  é o preconceito provindo da falta de conhecimento sobre o assunto.O dia mundial da conscientização do autismo, por exemplo, evidencia que há discriminação contra essas pessoas e alerta para a necessidade de extingui-lo pelo entendimento verdadeiro sobre a realidade dessa condição.

Além disso, para que os que sofrem de autismo participem mais de todas as esferas sociais brasileiras, é necessário o investimento em locais que desenvolvam investigações científicas sobre essa temática,pois, por meio da coleta de dados e pesquisas, esses locais podem diagnosticar precocemente a doença, experimentar diversos métodos de tratamento com o fim de melhorar a qualidade de vida e convívio desses indivíduos com o restante da população e também combater o preconceito existente na população.Contudo, essa ação ainda não faz parte das propostas do Estado brasileiro devido a falta de consciência sobre a importância dessa medida.

Portanto, em virtude dos elementos mencionados, faz-se imprescindível que medidas sejam tomadas para solucionar essa situação.O Ministério da Saúde deve criar centros de pesquisa e tratamento específico para o autista, sendo que os médicos que farão parte deles serão selecionados de maneira criteriosa, com base no currículo, habilidades e propostas de estudo científico.Ademais, a implementação desses hospitais em cada região do país deve se basear no número de casos por 100 mil habitantes.