Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 11/07/2020
Segundo o filósofo George Santayana, “aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-los “. Com isso, os desafios da inclusão de pessoas com autismo não são atuais, pois desde o reinado de Dom Pedro II, a problemática já era debatida, haja vista, a falta de informação do transtorno. Desse modo, impasses persistem, seja pela ausência de investimentos governamentais, seja pelo medo dos pais de autistas na relação com os demais indivíduos.
Em uma primeira análise, a falta de investimento por parte do governo está entre as principais causas do problema. Diante disso, os profissionais por não haver uma valorização do seu trabalho, acabam se desmotivando. Além disso, a falta de verbas proporciona a não especialização, fazendo com que o profissional sinta mais dificuldade em seu meio de trabalho para interagir com os autistas.
Outrossim, cabe salientar o medo dos pais que acabam por influenciar no processo de inclusão. Haja vista, que sentem receio em conduzir seus filhos para o meio social, pois acabam sofrendo preconceito e descriminação por parte de determinados indivíduos da sociedade. Nesse contexto, atitudes como estas devem ser revistas, pois desde a Constituição de 1988, a lei assegura a participação da comunidade, em prol das pessoas com transtornos autistas.
Portanto, visando a resolução das dificuldades da problemática, é necessário modificar a realidade, conforme o jornalista irlandês George Shaw, que afirma, “o progresso é impossível sem mudança “. Assim, o Ministério da Educação, em parceria com o Poder Legislativo, devem elaborar leis que proporcionem a todos os trabalhadores da área, para um maior desenvolvimento, por meio de cursos de capacitação e especialização, em que deve ser ofertado gratuitamente para todos os profissionais. Somente assim, será possível a inserção de pessoas autistas no Brasil, evitando repetir o imbróglio do passado de acordo com o filósofo George Santayana.