Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 12/07/2020
Na história, diversas personalidade que fizeram a diferença no mundo enfrentaram desafios e preconceitos. Nesse contexto, cabe citar Alan Turing, reconhecido como o pai da computação, que apesar de ser um gênio e ter criado um decodificador que serviu de base para toda a computação moderna, foi preso e taxado como louco por ser gay e autista. Desse modo, é evidente que pessoas taxadas como diferentes, como os autistas, são desafiadas diariamente. Diante disso, no Brasil, apesar de não serem classificados como eram antes, ainda enfrentam entraves, seja no mercado de trabalho, seja na escola.
A princípio, convém ressaltar a necessidade de quebrar o antigo paradigma de que os autistas são inapropriados ao mercado de trabalho. Esse pensamento se comprova ao analisarmos a pesquisa realizada pelo IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- o qual afirma que 85 % da população autista está desempregada. Diante desse receio em contratar funcionários com o Transtorno no Espectro Autista -TEA-, tal população, somados suas características naturais, como a dificuldade de ter interações sociais, ao se verem excluídas do meio em que vivem, segundo as mesmas pesquisas, apresentam 10 vezes mais chances de cometerem suicídios. Desse modo, é notória a importância da inclusão das pessoas com o TEA na sociedade por meio das escolas.
Outrossim, é válido considerar, também, a importância de estimularem desde a mais tenra infância a intercomunicação desses. Segundo o cientista Albert Einsten, " é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito". Nesse sentido, cabe ser analisado o papel dos país que, apesar de garantido na constituição o direito a educação igualitária a todos, insistem em evitar levar seus filhos com o TEA para as escolas. Isso se deve a um preconceito ainda enraizado na capacidade de seus filhos devido tal transtorno. No entanto, é importante ressaltar que existem diferentes graus de autismo, e que a menor parte é incapaz de conviver em grupo, que se caracterizam os casos mais severos.
Torna-se evidente, portanto, que apesar de menores, os autistas ainda enfrentam desafios na sociedade contemporânea assim como Alan Turing. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve atuar em favor da população, através de leis que exijam de empresas privadas a garantia de vagas empregatícias para esse grupo, e, desse modo inserir esses no dia a dia do ambiente corporativo. Cabe, também, as escolas, incentivarem práticas de empatia e de acolhimento aos autistas desde as primeiras séries, para que assim, aos poucos, possamos desintegrar tal preconceito de nossa sociedade.