Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 22/07/2020

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição em que o indivíduo não desenvolve a capacidade de compreender a complexidade do mundo, polarizando sentimentos e representações. No Brasil, é inegável a dificuldade da inclusão dos portadores dessa deficiência na sociedade, que permeia preconceito e desigualdade para com esse grupo.

Primeiramente, o maior desafio nesse contexto é a adaptação dos autistas numa sociedade despreparada. Como retratado na série “The Good Doctor”, o protagonista Shaun, um excelente médico e portador da deficiência, precisa comprovar sua capacidade a todo momento para pacientes e colegas de trabalho. Esse preconceito está presente no mundo real principalmente pela falta de discussão sobre esse tema, corroborando para a exclusão dos deficientes. Segundo o educador Paulo Freire, a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças, e não com as igualdades. Desta forma, se não houver informações e debates referente ao TEA, o preconceito prevalecerá.

Por conseguinte, a inserção dos autistas na sociedade está baseada também na educação. Escolas especializadas em TEA não são acessíveis para a totalidade dos 2 milhões de autistas no Brasil, obrigando 105.842 portadores a estudarem em escolas comuns, que não conseguem atender suas necessidades. É preciso garantir que esses indivíduos terão as mesmas condições que pessoas não autistas, para que o ingresso em universidades e o mercado de trabalho tenham o mesmo nível de competitividade para todos, independente das condições fisiológicas e financeiras.

Portanto é necessário providências para inclusão dos autistas na sociedade. Assim, o Ministério da Educação, deve investir em escolas que sejam do âmbito público, especializadas em indivíduos portadores do TEA, para garantir acesso a educação de qualidade com professores especializados, que atendam as peculiaridades requisitadas, promovendo, mais facilmente, a integração dos autistas na sociedade. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde, conjuntamente com os canais televisivos, que promova por meio de propagandas publicitárias, campanhas que contenham informações para que auxilie as pessoas a como se relacionarem com autistas e, principalmente, a respeitar suas características. Somente assim haverá a inclusão e o respeito desse grupo.