Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Na série “O Bom Doutor”, transmitida pela Globo Filmes, é relatada a rotina de um médico autista extremamente valorizado pelo seu grande conhecimento acerca da medicina e empatia. Paralelamente, de forma a correlacionar com o lúdico, percebe-se que essa perspectiva está longe de ser efetivada no Brasil, uma vez que a inclusão de pessoas com autismo é um desafio vigente. Tal problemática é motiva- da tanto pela ignorância social quanto pela ausência de empreendimentos satisfatórios.
Primeiramente, vale salientar o período colonial, no qual as pessoas, antes de serem escravizadas, eram submetidas a testes de aptidões e de distúrbios e o fato de que diversas tradições indígenas tiravam a vida de crianças portadoras de alguma deficiência. Esse fato influenciou intrinsecamente na patriarcal cultura verde amarela, a qual é caracterizada por um preconceito enraizado - a normatividade do intelecto - que promove julgamentos precipitados marcados pela visão errônea de que pessoas com deficiência são seres inferiores ou incapazes de realizarem determinadas ações, o que configura um ato retrógrado e imoral ao desenvolvimento ético da nação. Desse modo, nota-se que essa discriminação provoca o medo das pessoas afetadas em se expressarem, proporcionando, infelizmente, a restrição do seu contato com a comunidade e, até mesmo, o trágico aumento de indivíduos com quadros de ansiedade e depressão.
Ademais, cabe ressaltar que a ausência de políticas públicas efetivas tem, consideravelmente um efeito negativo na inclusão de pessoas com autismo, posto que há escassos recursos integrativos e beneficente que vão contra os ideais dos direitos garantidos pela Constituição Federal. Esse fundamen- to é comprovado pelo Conselho Regional de Serviço Social do Paraná, o qual, através de uma entrevis- ta, evidenciou que projetos consolidativos são notados em poucos municípios. Nesse sentido, enquanto medidas correspondentes à realidade cognitiva dos portadores de autismo não forem concretizadas, a intrínseca marginalização destes pela sociedade ainda será uma triste realidade nacional.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de que a inclusão de pessoas com autismo se efetive. Destarte, as instituições escolares, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), devem informar aos discentes e responsáveis, por meio de dinâmicas e didáticas lúdicas, sobre a importância do tratamento isonômico de pessoas autistas para que estes sintam a comunidade como um lugar convidativo e acolhedor. Essa medida será efetuada com o apoio de professores especialista em promovar a reflexão altruística. Faz-se imperativo, também, que o Ministéria da Cidadania forneça atividades culturais e sociais à essa população no intuito de que sua aprendizagem se torne disruptiva e prazerosa. Assim, um ambiente harmônico semelhante ao do “O Bom Doutor” será visto nacionalmente.