Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/08/2020

“Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.” A frase do célebre Martin Luther King faz alusão aos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Nessa perspectiva, fica evidente o papel passivo da sociedade em relação a inclusão das pessoas autistas em todos os meios sociais, ademais vale ressaltar o preconceito nas escolas por partes dos gestores. Por tais circunstâncias, faz-se necessário que medidas sejam engendradas para a reversão deste quadro.

Dado publicados pela Organização Mundial da Saúde em 2018, afirmam que em média uma a cada cento e sessenta pessoas no mundo são autistas, no Brasil estima-se que sejam dois milhões de portadores da síndrome. Indubitavelmente, o número de autistas é elevado, porém ainda existem diversos tabus na sociedade brasileira que fecham muitas portas para os portadores da síndrome, ou por preconceito, ou por falta de conhecimento. Prova disto, é que infelizmente muitas empresas não aceitam currículos de pessoas com nem um tipo de deficiência mesmo que estas sejam extremamente inteligentes e competentes. Além disso, muitos proprietários de locais privados, como donos de hotéis e restaurantes, não permitem a participação dessas pessoas, principalmente as que sofrem do autismo grave. Logo, urge uma mudança.

“O autismo é parte deste mundo, não um mundo a parte.” A publicação feita pelo jornal Educando en la vida define com clareza que os autistas devem ser incluídos e não deixados de lado no paramento social. Posto isso, as instituições de ensino devem ajudar os autistas a vencer as suas dificuldades de comunicação e interação social, porém muitas destas instituições não abraçam essa causa. Prova disto, é que muitas escolas não matriculam pessoas autistas, como justificativa afirmam a falta de estrutura ou de um tutor especializado, o que não deveria ocorrer, afinal é necessário que todas as escolas tenham estrutura para receber todas as crianças. Além disso, as crianças autistas devem ser estimulas a serem mais sociais e a melhor forma é incluí-las em sala de aula com outros alunos de sua idade. Urge portanto, mais políticas públicas para combater esses paradigmas sociais.

Dado o exposto, é nítido que são muitos os desafios para inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Posto isto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde em consonância com o Ministério da Educação crie um Plano de Inclusão Social para Pessoas com Autismo. Tal plano, deve incentivar a inserção de autistas nas empresas em que estes queriam trabalhar, ajudar as escolas financeiramente para que estas tenha uma estrutura adequada, criar mais campanhas de conscientização, com o fito de ajudar os autistas a serem mais sociaise aceitos, e criar uma sociedade que aceita e ama a diferença.