Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 11/08/2020

Desde o surgimento da Revolução Francesa no no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, as dificuldades de inserir pessoas com autismo no Brasil aponta que os ideias de liberdade, igualdade e fraternidade, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela inércia governamental para capacitar os educadores e ,também, pelo preconceito fixado na população do país. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.

É relevante abordar, primeiramente, que a dificuldade de incluir os autistas nas salas de aula deriva de uma inércia governamental. Segundo Aristóteles, a política deve ser uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio à sociedade.  De maneira símil, é possível perceber que o despreparo dos professores para educar pessoas com espectro autista desfaça essa harmonia, haja vista que não há uma disciplina nas universidades que demonstre meios para esses mestres aprimorarem suas técnicas de ensino voltadas para esses indivíduos. Assim, como consequência, tem-se a segregação dessas pessoas em suas classes e colégios, o que eleva a dificuldade desses indivíduos de aprenderem, não só as matérias da grade escolar mas, também, a conviver socialmente.

Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras, se evidencia quando as pessoas tratam os autistas como se tivessem uma capacidade cognitiva inferior em relação aos outros e passam a discriminá-los. Todavia, esse pensamento é preconceituoso, uma vez que os portadores da síndrome são inteligentes como qualquer outro cidadão, como mostra na série de TV, The Good Doctor, onde é abordado o dia a dia de um brilhante jovem médico autista que trabalha em um grande hospital e consegue encontrar soluções para casos clínicos em que outros doutores não acham.

Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca dos desafios da inclusão de pessoas com autismo é imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação adicione uma matéria na grade curricular dos cursos de licenciatura  voltada para o desenvolvimento de técnicas e métodos que ensine os educadores a lidar com esses alunos e ajudá-los a assimilar os conteúdos mais facilmente. Com isso, ao se depararem com esse caso no futuro, conseguirão  fazer com que os estudantes portadores de autismo tenham uma maior capacidade de aprendizado e se sintam mais pertencentes ao corpo escolar.