Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/08/2020

De acordo com a filosofia hobbiniana: “O homem é lobo do próprio homem”.Ao trazer esta citação à contemporaneidade, encontra-se o conceito de narcisismo;no qual o indivíduo forma a figura de um “EU” perfeito que menospreza todos os que não o tangenciam.Por consequente,torna-se mister decorrer a respeito dos desafios da inclusão dos autistas na sociedade brasileira.

Em primeiro plano,é imprescindível ressaltar a abordagem hodierna que é desenvolvida nas instituições de ensino perante acessibilidade.Embora, este termo esteja presente na elaboração das obras governamentais, ainda é permeável um tradicionalismo velado que trata os temas referentes ao ensino acessível; limitando este termo somente à deficientes físicos.Dessa maneira, torna-se visível a ausência de recursos emergente no desenvolvimento educacional do cidadão brasileiro para com os autistas. À vista disso,corrobora para a propagação do conceito de individualismo abordado por Zygmunt Bauman;ao analisar o comportamento social, visto que, a parcela com deficiência intelectual é negligenciada.

Ainda nessa linha de raciocínio,segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1,4% da população brasileira possui deficiência intelectual;uma porcentagem amena,todavia, que não justifica a escassa adequação do convívio social aos integrantes do TEA-Transtorno do Espectro Autista.De acordo com o princípio do “falso self” elaborado por Winnicott; quando inserido ao “indivíduo comum”, este compõe um mundo onde mostrar-se frágil é vergonhoso.Nesse contexto,o principal obstáculo, no Brasil,é ressignificar esse conceito;ao expor que para os autistas o desenvolvimento intelectual é tão promissor quanto a inclusão social.

Portanto,afim de que haja maior organização na formação educacional do indivíduo e exposição da importância em integrar os autistas à sociedade,é necessário que o Ministério da Educação insira nas instituições de ensino profissionais capazes de arcar com a demanda de responsabilidade e conhecimento exigida para os integrantes do TEA. Ademais,junto ao Ministério da Saúde,torna público a notabilidade da inclusão desse grupo ao convívio social, através de campamhas de divulgação e palestras espositivas-transformando assim,a fragilidae em ufania.