Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/11/2020
A série “Atypical” mostra a vida de uma família, na qual um dos seus membros é autista e como cada pessoa um lida com as necessidades dele. Nesse sentido, a inclusão do autista ainda é uma exceção e esbarra em problemáticas como a ausência de debates e de um diagnóstico ágil. Desta maneira, deve-se analisar essas questões e buscar soluções que gerem amparo ao grupo e às suas famílias.
Em primeiro lugar, a falta de informação é um dos entraves para uma inclusão verdadeira da pessoa com autismo. Apesar de haver um dia de conscientização sobre o tema, o autismo ainda é muito pouco debatido, o que acarreta a falta de informação, apoio e acolhimento social. Aliado a ausência de debates, existem mitos que cercam a patologia e que só reforçam a necessidade de conhecimento sobre o assunto. Na tentativa de gerar informação e desmistificar a doença, o site BBC publicou uma notícia sobre os mitos do autismo, o que comprova a carência de conversa.
Outrossim, o diagnóstico tardio é um problema que afeta a inclusão. Em grande parte, os avanços médicos são notórios e ajudam a detectar o autismo de uma forma mais rápida do que antigamente. Entretanto, mesmo com tais avanços, ainda não há um exame específico que relate o autismo com precisão, o que requer vários testes e desgaste emocional até uma conclusão. Conforme uma linha do tempo elaborada pelo site Autismo e Realidade, apenas na década de 80 as primeiras terapias para o autismo começaram a aparecer, o que comprova a dificuldade de diagnóstico.
Torna-se evidente, portanto, que o autismo é um tema de relevância e que precisa ser discutido. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em conjunto com as universidades federais, deve investir em pesquisas que ajudem no diagnóstico ágil da doença, por meio de terapias que aperfeiçoem o contato social, quando possível, e exames que detectem o autismo, a fim de ajudar os familiares e reduzir o preconceito. Ademais, cabe as escolas capacitarem o corpo docente para trabalhar com pessoas autistas e discutir o tema em aula, por meio de brincadeiras e filmes, visando à inclusão.