Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 30/12/2020

Os autistas, pessoas que nascem com uma síndrome que afeta vários aspectos da comunicação e do comportamento do indivíduo, passam por muitas dificuldades em relação à inclusão na sociedade, não sendo inseridas nas políticas públicas básicas, como saúde e educação. Segundo o artigo 6 ° da Constituição Federal de 1988, o direito às políticas públicas é inerente a todo cidadão brasileiro, porém, tal privilégio não tem se repercutido com ênfase na prática quando se observa os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Contudo, tal exclusão dificulta o desenvolvimento das crianças autistas, fazendo com que esse transtorno fique cada vez menos reconhecido na sociedade brasileira.

Certamente, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a exclusão de pessoas com essa síndrome. Por exemplo, não é muito comum encontrar locais especializados para autistas, ou ouvir palestras e campanhas de alerta em defesa desse transtorno tão frequente em nosso país. É evidente que o Estado não cumpre sua função de garantir que todos os cidadãos usufruem de direitos indispensáveis, como a saúde e a educação.

Atualmente, há cerca de dois milhões de cidadãos autistas no Brasil. E, infelizmente, as matrículas dessas pessoas, muitas vezes, não são aceitas nas redes de ensino, uma vez que a inclusão delas na sociedade começa nas escolas.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses objetivos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio de psicólogos e especialistas em transtornos mentais, disponibilizar tutores e terapeutas comportamentais para cada autista nas escolas, pois é o local onde as crianças iniciam sua inclusão na sociedade. Dessa forma, será evitada a discriminação das pessoas com o transtorno e permitirá a participação delas na sociedade.