Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/09/2020
O filósofo Sartre defende que o ser humano deve escolher seu modo de agir e pensar, pois este seria livre e responsável. Entretanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que tange à questão da criação de políticas públicas eficientes para incluir pessoas com autismo nos diversos espaços nacionais. Nesse sentido, se evidencia um problema grave, que persiste não só pela lenta mudança da mentalidade social, mas também pela insuficiência legislativa.
Em primeira análise, a lenta mudança da mentalidade social mostra-se como uns dos desafios à resolução do problema. De acordo com o sociólogo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Nessa lógica, é possível perceber a dificuldade de incluir a população autista na sociedade, uma vez que, se os indivíduos crescem inseridos em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também. Logo, é imprescindível a alteração desse quadro, que ressalta a postura preconceituosa e, consequentemente, a discriminação coletiva à pessoas autistas.
Além disso, outro ponto relevante nessa temática é a insuficiência legislativa. A Constituição Federal de 1988 é a lei brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere à inclusão de pessoas autistas nos âmbitos sociais, visto que o problema continua atuando intensamente no contexto atual e a integridade dessa população não está sendo respeitada. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolução desse impasse.
Portanto, medidas de intervenção são necessárias para superar os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde, com o auxílio do Ministério da Educação, promoverem palestras nas escolas por meio de incentivos governamentais. Essas palestras teriam o intuito de expandir o conhecimento a respeito do Espectro Autista, visando o incentivo à inclusão e a conscientização da população ao tratamento do transtorno. O efeito disso seria a mudança da mentalidade social, contribuindo para o respeito à legislação e, por fim, melhorando a convivência coletiva. Só assim, a população autista será, de fato, incluída na sociedade brasileira e, conforme dito pelo filósofo Sartre, o ser humano se tornará livre e responsável.