Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 10/11/2020
A série “Grey’s Anatomy”, que retrata o cotidiano dos médicos em um hospital, apresenta em um de seus episódios um garoto com autismo, que chega ao local sentindo dores, os médicos por não saberem comunicar-se com ele, teve complicações para diagnosticá-lo. E na realidade isso não é muito diferente, pois as pessoas tem pouquíssimo conhecimento sobre o autismo, mesmo nos dias atuais o diagnóstico é impreciso e a inclusão é vista com preconceito.
Deve-se pontuar, de início, que a falta de conhecimento das pessoas sobre o autismo, é o que causa a discriminação, impedindo a inclusão social, que também, consequentemente, essa desinformação dos profissionais, como médicos e professores, impedem de realizar um trabalho com excelência. Um exemplo disso é a série “The Good Doctor”, na qual o personagem principal é autista formado em Medicina, que enfrenta inúmeros desafios para concluir sua residência, sendo julgado como incapaz.
Nesse sentido, a escola é importantíssima para a formação do ser humano, uma vez que ela é o primeiro ambiente que possibilita a socialização dos indivíduos portadores de autismo. Em decorrência disso, as escolas precisam desenvolver habilidades para acolher essa minoria, para não haver dificuldades de se inserir na sociedade e no mercado de trabalho, sem o medo do bullying e julgamentos.
Portanto, a falta de conhecimento sobre o transtorno é o que gera a falta de inclusão e preceito. Sendo necessário que as autoridades ligadas à área da saúde, invistam para o tratamento e diagnóstico do autismo e apoie pesquisas desse meio. Além disso, o Ministério da Educação deve conscientizar pais e filhos à respeito do autismo, por meio de debates, palestras, campanhas, com o intuito de desformar qualquer tipo de preconceito, e também invista na formação dos profissionais para lidarem com essas condições, a fim de que cenas como a de “Grey’s Anatomy”, não se repita jamais.