Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 15/09/2020

A Constituição Brasileira defende a igualdade perante os direitos de todos os cidadãos. Contudo, ao se tratar da inclusão de pessoas autistas, nota-se que esses deveres  não acontecem de forma efetiva, devido a falta de debates a cerca do assunto gerando falta de conhecimento e consequentemente preconceito.                                                                                                                                                        O autismo se caracteriza como um transtorno de desenvolvimento que compromete a interação, comunicação e dependendo do grau, pode afetar o aprendizado. Apesar disso, ao ser descoberto e tratado o indivíduo alcança uma boa qualidade de vida, como o ocorrido por exemplo com  a pesquisadora Temple Grandin, que revolucionou o manejo de gado em abatedouros.  Desse modo, é preciso entender as especificidades de cada pessoa e criar um tratamento especial para acompanha-las. Todavia, as escolas  não são preparadas para atende-los, faltam profissionais como professores e psicólogos  com isso, esses indivíduos tem seu ensino prejudicado por não conseguirem acompanhar as aulas. Assim, seus direitos de igualdade que são prescritos na Carta Magna são negligenciados.

Ainda, o preconceito é outro desafio enfrentado pelas pessoas que possuem Transtorno Espectro Autista (TEA).  Vinculada a essa concepção, o filme como Estrelas na Terra, conta a história de um menino, que não possui facilidade de aprendizado então ele é julgado e zombado como incapaz pela sua família e professores que desconhecem o motivo da sua dificuldade.  Diante disso, análoga a cinematografia, essa situação é recorrente na sociedade, uma vez que o TEA é pouco discutido, a população não têm muito conhecimento sobre o assunto, em decorrência disso é criado uma série de intolerâncias.

Por tudo isso, é preciso mitigar os desafios de pessoas com autismo no Brasil. Então, cabe ao Estado no papel do Ministério da Educação e da Saúde levar o debate sobre o TEA para a sociedade,  por meio de propagandas nas redes sociais e televisão além de promover palestras nas instituições de ensino com o objetivo de informar a população e acabar com o preconceito. Ademais, o Estado também na figura desses ministérios deve garantir a contratação de professores e psicólogos específicos nas escolas para pessoas autistas. Com isso, proporcionar o acompanhamento destas e assegurar uma educação e desenvolvimento efetivo para todos.