Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/09/2020
A inclusão de autistas na sociedade brasileira é um desafio à população, à saúde pública, e ao segundo e terceiro setor da economia. Mesmo datando de décadas, a problemática ainda não recebe o devido investimento de pesquisa, e, sobretudo no Brasil, é possível observar o preconceito e a segregação existentes, que afastam os portadores do espectro autista também do mercado de trabalho.
Não obstante a presença do Sistema Único de Saúde (SUS) em mais de noventa por cento dos municípios brasileiros, menos de um terço destes conta com infraestrutura e profissionais hábeis a diagnosticar o autismo. É óbvio que tal deficiência do SUS atrasa um possível acompanhamento destes pacientes, fazendo com que, desse modo, a situação se agrave.
Ademais, em razão de o tema ser pouco discutido no Brasil, poucas empresas se envolvem com esta causa, ocasionando numa baixa oferta de empregos reservados especificamente para portadores do espectro autista. Tal comportamento, portanto, corrobora para perpetuar a segregação destas pessoas, privando-as até mesmo de terem uma vida economicamente ativa.
Subentende-se então, sintetizando os argumentos supracitados, que a saúde pública ainda dispõe de poucos mecanismos para diagnóstico e tratamento de pessoas autistas; estas, por sua vez, enfrentam uma grande dificuldade para entrar no mercado de trabalho. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio de projetos de leis enviados ao Congresso Nacional, direcionar recursos para a capacitação de profissionais do SUS no tratamento de autistas, bem como incentivar empresas a oferecerem empregos para estas pessoas, a fim de incluí-las, de forma gradual e eficaz, na sociedade.