Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 23/09/2020

A série americana “The Good Doctor” retrata a história de um médico portador do Transtorno do Espectro Autista, que luta diariamente com as dificuldades advinda da discriminação. Além da ficção, muitos indivíduos com transtornos neuropsicológicos também sofrem com a exclusão social. Dessa forma, os desafios da inclusão do autista no Brasil têm como pilares a desinformação e a falta de qualificação profissional.

Convém salientar, primeiramente, que a falta de informação acerca do autismo constitui um dos principais entrave para a inclusão. Destarte alguns avanços na área científica, pouco se sabe sobre esse transtorno, o que acarreta uma alienação sobre o assunto. Em vista disso, tudo aquilo que é desconhecido causa estranhamento, e como consequência, tem-se dificuldade de inserir essas pessoas na sociedade, uma vez que leva ao preconceito e à discriminação. Além disso, o TEA só foi incluído na Classificação Internacional das Doenças em 1993, pela Organização Mundial da Saúde, o que corrobora a falta de conhecimento sobre o assunto.

Outrossim, a falta de capacidade técnica do corpo docente nas escolas é um dos entraves para a educação e socialização das crianças autistas. De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a sua realização pessoal e busca pela felicidade. Nesse aspecto, a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista é fundamental para a manutenção do bem estar social. A partir de uma educação de qualidade, que possibilite o desenvolvimento dessas pessoas, atrelado a uma capacitação profissional para lidar com as dificuldades e limitações, é possível minimizar os efeito da doença.

Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para a inserção do autista na sociedade. É necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação proporcione mecanismos de qualificação dos profissionais de educação, com treinamentos, palestras e orientações sobre como proceder com alunos com esse transtorno. Aliado às instituições familiares, deve-se fornecer informações acerca do autismo e  trabalhar valores como respeito e tolerância, a fim de minimizar o preconceito existente e incluí-los no âmbito social.