Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/09/2020

" Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendermos a conviver como irmãos." A frase do célebre Martin Luther King faz alusão aos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Nessa perspectiva, fica evidente o papel passivo da sociedade em relação á inclusão de pessoas com autismo em todos os meios sociais, ademais vale ressaltar as deficiências na área da saúde, que infelizmente apresentam um diagnóstico tardio. Por tais circunstâncias, faz-se necessário que medidas sejam engendradas para a reversão desse quadro.

Dados publicados pela Organização Mundial da Saúde em 2018, afirmam que em média uma a cada cento e sessenta pessoas no mundo são autistas, no Brasil estima-se que sejam dois milhões de portadores da síndrome. Indubitavelmente, o número de autista é elevado, porém ainda existem diversos tabus na sociedade brasileira que fecham muitas portas para os portadores da síndrome, ou por preconceito ou por falta de conhecimento. Prova disto, é que mesmo sendo lei a inclusão dos autistas, muitas escolas ainda resistem as matrículas de pessoas com este tipo de deficiência, crendo estas que eles iram atrapalhar os outros colegas ou que será apenas um gasto extra porque eles não aprendem como os outros. Porém, existem vários tipos de autismo e cada um deles tem suas peculiaridades e precisam ser cuidados respeitando os limites de cada um, além disso os direitos desses cidadão precisam ser preservados para estes aprendam a conviver em sociedade como parte dela e não como um mundo a parte. Logo, urge uma mudança.

Outrossim, recentemente a Revista Veja publicou uma matéria afirmando que o transtorno do espectro autista não tem cura, e que por este motivo a detecção precoce na faixa etária dos dois anos, até cinco era fundamental para reduzir os sintomas e melhorar a vida da criança. Todavia, lamentavelmente, o diagnóstico no Brasil é muito lento, há um grande despreparo nos médicos e psicólogos que muitas vezes associam a síndrome a outras ou até a mal comportamento, e esse equívocos trazem graves consequência. Por conseguinte estas crianças não recebem o tratamento no momento em que seu cérebro ainda está em formação, levando a uma dificuldade muito grande no seu desenvolvimento.

Dado o exposto, é nítido que são muitos os desafios enfrentados pelos autistas. Posto isto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, em consonância com o Ministério da Educação criem campanhas de conscientização  por meio de propagandas, Whorkshops, em ambiente escolar sobre o que realmente é a síndrome, seus tipos e os cuidados que se deve ter com os seus portadores, além deve-se investir na preparação de profissionais que deem o diagnóstico de forma precoce, com o fito de dar uma vida socialmente normal aos autistas e de criar cidadãos mais altruístas e solidários.