Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 09/12/2020
A Constituição de 1988, assegura que todos os indivíduos são iguais perante a lei, no entanto, a realidade destoa do previsto, uma vez que as pessoas enquadradas no Transtorno do Espectro do Autista não recebem as mesmas condições que os demais. Desse modo, é necessário pensar que a falta de conhecimento e de incentivo, faz com que a inclusão dos indivíduos com autismo, na sociedade de forma geral, seja um desafio, embora represente um direito básico.
A priore, é oportuno frisar que existe um despreparo dos profissionais, dos professores e da humanidade em sua maioria. Nesse contexto, quando existe a ausência de políticas de saúde pública ocorre a promoção da falta de suporte para a identificação do TEA. Logo, acabam desencadeando as limitações de inclusão no meio de trabalho, no tratamento e no auxílio para as famílias, na possibilidade de estudo e de desenvolvimentos essenciais a vida. Por certo, o livro ‘‘Cidadão de papel’’ do jornalista Gilberto, retrata o sobredito, posto que a cidadania esta presente apenas na Carta Magma e a verdadeira democracia implica na conquista e efetividade dos direitos sociais, políticos e civis, caso contrario ela permanece inerte. Em suma, enquanto não existir o conhecimento, divulgado em massa, a respeito do autismo a inclusão vai permanecer como um grande desafio.
A posteriori, vale salientar que esse grupo social, quando desfruta de um sistema de apoio, desde familiar até a esfera pública, conseguem ser inseridos na sociedade. Dessa forma, convém ressaltar que oferecer uma estrutura de ajuda não é criar uma escola só para autistas, pois, isso é segregação. Certamente, é preciso preparar melhor os profissionais e, ademais, o corpo social, trazendo informações e conhecimento, para que mediante o contato as pessoas saibam lidar com humanização e de modo consciente em cada situação. Sob tal ótica, a série norte-americana ‘‘Atypical’’ representa exatamente o sobredito, dado que mostra indivíduos dentro do espectro conseguindo conviver em sociedade e exercendo a cidadania de forma plena, assim como os outros. Em síntese, o renomado filósofo Francis Bacon, dizia que ‘‘quanto mais conhecimento a humanidade busca, melhor ela se torna’’, então esse é o caminho para alcançar a inclusão.
Em face do exposto, seguindo a filosofia empirista sobredita, é fundamental que o Poder Executivo e Legislativo, por meio da criação de leis, promovam o desenvolvimento do conhecimento, dentro da esfera de representatividade de cada pessoa, trazendo uma linguagem de fácil entendimento para a população em massa e condições de pesquisas para os especialistas, para conseguir alcançar, futuramente, um diagnóstico mais certeiro e precoce. Por fim, tudo será feito com a finalidade de reduzir os impasses da inclusão e para garantir o que é de direito na Legislação para todos os seres humanos.