Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 29/10/2020

Segundo o Artigo 5 da atual Constituição Federal, todos os cidadãos são iguais, cabendo os mesmos direitos. Contudo, na prática, tal garantia encontra-se deturpada, visto que, alguns grupos de pessoas, como no caso os autistas, não exercem com plenitude suas garantias. Desse modo, nota-se que existe uma falta de inclusão desses cidadãos, que é agravada pela negligência do Estado e pela falta de informação da sociedade.

Em primeira análise, é importante frisar que a indiferença do governo com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) prejudica a devida inclusão dos portadores desse distúrbio. A esse respeito, de acordo com Jonh Locke, os indivíduos confiam suas necessidades ao Estado, que, em contrapartida, deve - ou deveria - garantir direitos básicos a população. Todavia, nota-se que o acesso à educação pelos autistas não é algo preponderante no país. Prova disso ocorre com matéria do jornal “O Globo”, que relatou cerca de 50% das crianças autistas do Rio de Janeiro não estarem na escola, não havendo dúvida, então, da negligência governamental com esse grupo.

De outro lado,a desinformação da sociedade com os portadores do (TEA) é um fator que assola a inclusão desses. Nesse contexto, verifica-se que as famílias precisam compreender e colaborar para a inserção desses indivíduos na sociedade. Entretanto, muitas das vezes os próprios pais não sabem lidar com o problema psiquiátrico do filho. Contata-se isso com a série norte-americana “Atypical”, que mostra o complexo cotidiano de um adolescente autista, que ainda é assolado pela incapacidade do pai em lidar com suas particularidades, o que evidencia como a falta de informação causa incompreensão, podendo, assim, afetar a inclusão.

Necessita-se, portanto, que o Governo Federal disponibilize verbas para o aprimoramento das escolas para o recebimento de alunos autistas.Isso pode ser feito por meio da destinação de uma parcela do PIB da educação a esse setor, priorizando, por exemplo, capacitações de professores, a fim de compreenderem melhor o TEA, para que assim atendam corretamente os portadores e possam ,também, transmitir conhecimento aos pais.