Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/01/2021

De acordo com o filósofo Rousseau :“O bem-estar social consiste com uma política social como forma de garantir uma melhor qualidade de vida”. No entanto, no Brasil, quando se observa a vida de pessoas com a síndrome autista, caracterizada por afetar a comunicação e o comportamento, verifica-se que o ideal de Rousseau é constatado só na teoria e não na prática por causa da falta de uma educação inclusiva e a ausência de políticas de saúde pública.

A princípio, segundo o filósofo Adam Smith :“A sociedade civilizada, em todas as epócas, necessita de cooperação e da assistência de um grande número de pessoas”. Nesse sentido, é possível perceber que, a falta de cooperação e assistência sociais das escolas para autistas, impede uma harmonia civilizada entre todos. Já que, as instituições escolares são a base da inclusão social e essa ausência de suporte de acompanhamentes especializados impede a transição da interação coletiva dessas crianças. Essa infeliz realidade gera uma sociedade não civilizada, injusta e com atraso de inclusão comunitária.

Além disso, a Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à saúde. Percebe-se que, na atual realidade brasileira, isso não é cumprido,pois, a carência de mecanismos de estímulos, como a terapia comportamental e medicamentos, impede a inserção desses sujeitos na sociedade, porque, por serem pessoas que precisam de uma rotina fixa, quanto mais tarde estabelecer um tratamento, mais difícil e doloroso será o processo. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) de 38,5 milhões de crianças no Brasil 241 mil são autistas, acreditam que vá chegar a 2 milhões. Nessa perspectiva, é fato que sem uma abordagem planejada na área da saúde vá faltar recursos para eles, na qual fere os direitos da Constituição brasileira.

Depreende-se, portanto, que o Ministério da Saúde, junto com psicoterapeutas e neuropediatras atuem de maneira incisiva, com o intuito de mitigar o problema. Para que isso ocorra o Ministério da Saúde deve preparar esses profissionais da saúde com cursos preparatórios, para ter uma melhor abordagem com os autistas e diferenciar a gravidade de um por um . Por meio de terapias comportamentais no SUS, visando os níveis da síndrome com as particularidades de cada pessoa, com finalidade de instituir uma vida mais normal possível para eles. Logo, a sociedade se aproxima do bem-estar proposto por Rousseau.