Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/11/2020

O filme “Extraordinário” mostra a vida de um menino com deformações no rosto que apresenta muita dificuldade em ser inserido na sociedade devido ao preconceito. Essa, infelizmente, é a realidade de muitas pessoas que são consideradas diferentes por alguma particularidade, como os autistas, os quais são recusados em escolas e ambientes de trabalho por exemplo. Dessa forma, a busca de inclusão de pessoas com autismo envolve superar desafios como a identificação e compreensão.

Em primeiro lugar, a identificação do autismo tem um grande papel na inclusão social, visto que o diagnóstico precoce e tratamento são essenciais para a qualidade de vida dos autistas. Como observado em exemplos de grandes personalidades, sendo Mozart uma das principais, as pessoas autistas já apresentam evidencias logo na infância, como um grande talento musical, no caso do compositor austríaco, ou particularidades como não conversar e abraçar. Assim, a observação e identificação permitem que os autistas iniciem um tratamento para lidar com problemas sociais ou educacionais e também aprofundar qualidades e talentos.

Em segundo lugar, a sociedade precisa ser educada para a compreensão de diferenças. Sendo assim, como mostra a série “The big bang theory”, em que os amigos de Sheldon Cooper se esforçam para aceitar suas particulares de não gostar de afeto e sentar sempre no mesmo lugar do sofá, as diferenças podem até incomodar as vezes, mas são fáceis de lidar se houver compreensão. Desse modo, educar a sociedade para aceitar que nem todos serão iguais e precisam ser incluídos da mesma forma faz uma grande diferença na vida dos autistas.

Com isso, a melhor forma de incluir pessoas com autismo na sociedade é aliar a identificação com a compreensão. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve incentivar a identificação do autismo o mais precoce possível, por meio da inclusão de psicólogos nas escolas, os quais encaminharão as crianças diagnosticadas para tratamento específico de acordo com o grau de autismo. Além disso, os Ministérios também devem educar a sociedade para a inclusão dos autistas, por meio de campanhas informativas sobre o autismo, as quais serão exibidas em escolas, faculdades e meios de comunicação, para formação de uma sociedade informada e compreensiva.