Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 10/11/2020

“nada no mundo é mais assustador do que a ignorância em ação”. Essa frase do estadista alemão Goethe pode ser relacionada com os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, pois a falta de conhecimento sobre as doenças mentais acarreta vários problemas como o preconceito enraizado socialmente e o não entendimento do autismo. Dessa forma, para amenizar essas situações, são necessárias medidas de caráter exequíveis.

Faz-se necessário, antes de mais nada, considerar que segundo a obra “Memória postulas de Brás Cubas”, essa literatura demostrava a dificuldade da inclusão social das pessoas com deficiência, na qual a personagem Eugénia é rejeitada pelo protagonista por ser “coxa”. Esse livro relata o preconceito enraizado socialmente por pessoas com deficiências, assim ratificando ser um dos desafios para a inclusão dos autistas na sociedade brasileira. Ademais, um exemplo disso é reproduzido na série “The Good Doctor”, porque há um dilema na contratação de um cirurgião diagnosticado com o transtorno espectro autista, apesar de ser um excelente médico enfrenta a resistência social no mercado de trabalho. Logo, é notório que o preconceito é uma grande problemática a ser enfrentada para a redução dos adversidades da introdução dos autistas.

Outrossim, Retroagindo historicamente, houve, na década de 1980, a Reforma Psiquiátrica que teve como fito a reformulação no cuidado com o paciente com transtornos mentais, incluindo medidas mais humanizadas e tratamentos menos agressivos. Entretanto, somente em 2001 é que o país teve a promulgação de uma lei que consolidou a saúde mental como política de Estado. Como tais iniciativas governamentais tiveram seu início tardiamente no Brasil, a sociedade ainda se encontra mergulhada na desinformação e no despreparo para lidar com os autistas. Isso é extremamente preocupante já que conforme a Organização das Nações Unidas, cerca de 2 milhões de pessoas possuem autismo no Brasil. Desse modo, é importante o aumento de informações sobre o autismo.

Compreende-se, portanto, que é imperioso sanar os desafios para a inclusão do autismo como o preconceito enraizado socialmente e o não entendimento do autismo. Sendo assim, deve haver ação do poder legislativo, para amenizar o preconceito enraizado socialmente, por meio da fiscalização e cumprimento da lei nº 12.764, de 21 de dezembro de 2012 da proteção aos direitos autistas, com a finalidade de garantir os direitos sociais para eles. Além disso, deve ter atuação do Ministério da Educação, que tem o objetivo de instruir a sociedade, para reduzir o não conhecimento do autismo, por intermédio de palestras em escolas e faculdades, a fim de ampliar o entendimento sobre a doença. Destarte, irá ter um aumento na introduçao dos autistas na sociedade brasileira.