Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 17/11/2020
A série “Atypical” mostra a vida de Sam, um menino diagnosticado com o espectro autista (TEA). Retratando a vida do garoto, e as dificuldades que ele e sua família passam por conta do espectro. Fora das telas, a série representa fielmente a realidade de uma pessoa com autismo, pois mostra as dificuldades de socialização e os preconceitos sofridos pelo Sam. Consequentemente, essas dificuldades são causadas, não só pela desinformação da sociedade, mas também pela falta de estrutura nas escolas.
Primeiramente, segundo a Organização Mundial da Saúde, pessoas autistas possuem características em comum, que são as dificuldades de interação social e de comunicação e comportamentos rígidos e repetitivos. Sendo assim, essas características são alvo de preconceito na sociedade. Um exemplo de preconceito que mães de filhos autistas sofrem diariamente, é quando utilizam filas preferenciais e são julgadas, porem crianças com TEA possuem dificuldades em estar em ambientes com muitas pessoas, e as filas preferencias são um direito dessas mães. Logo, esse julgamento afeta diretamente as famílias de pessoas com o espectro.
Outrossim, as escolas sendo o local primordial de socialização infantil, são muito importantes na formação das crianças, principalmente crianças que possuem dificuldades sociais como as que são diagnosticadas com o transtorno do espectro autista (TEA). Porém, a matrícula dessas pessoas em instituições infantis regulares é um desafio, mesmo sendo um direto de cidadão. As escolas brasileiras não têm uma estrutura que acolha pessoas com o espectro. Isso se evidencia, pois segundo a rede de informações audiovisuais “Globo”, os professores possuem somente uma matéria na faculdade sobre a inclusão de pessoas especiais nas escolas. Sendo assim, não preparando essas profissionais para situações de alta demanda como seria a de alunos autistas.
Portanto, medidas devem ser tomadas para diminuir os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Sendo assim, o governo, como instância máxima de organização, deve exercer com mais vigor as leis sobre os direitos de inclusão de pessoas com TEA. Por meio, de focalização de verbas nas escolas e faculdades, para assim, com maior verba terem mais aulas sobre inclusão nas escolas, e esses profissionais terem uma preparação melhor para acolherem essas pessoas.