Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/11/2020
A série “Atypical” mostra a vida de Sam, um menino diagnosticado com o espectro autista (TEA), retratando a vida do garoto e as dificuldades que ele e sua família passam por conta do espectro. Fora das telas, a série representa a realidade de uma pessoa com autismo nos dias de hoje, pois mostra as dificuldades de socialização e os preconceitos que essas pessoas passam. Consequentemente, essas dificuldades atrapalham a vida de um altista, podendo prejudicar o quadro de autismo, pois situações de preconceito e de julgamento, geram estresse e crises intensas nas pessoas que possuem TEA, por conta dos obstáculos sociais que o espectro gera. As dificuldades de interação de um autista com a sociedade são geradas, não só pela desinformação, mas também pela falta de estrutura nas escolas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, pessoas autistas possuem características em comum, que são as dificuldades de interação social\ comunicação, comportamentos rígidos e repetitivos. Sendo assim, essas características são alvo de preconceito na sociedade, por serem comportamentos diferentes do comum. Esse preconceito é gerado a partir da desinformação que a sociedade tem sobre o autismo, pois com o conhecimento sobre essas características e sobre o funcionamento do espectro, não teria preconceito. Logo, esse julgamento afeta diretamente as famílias de pessoas com o espectro.
Outrossim, as escolas sendo o local primordial de socialização infantil, são muito importantes na formação das crianças, principalmente, crianças que possuem dificuldades sociais como as que são diagnosticadas com o transtorno do espectro autista (TEA). Porém, a matrícula dessas pessoas em instituições infantis regulares é um desafio, mesmo sendo um direto de cidadão. As escolas brasileiras não têm uma estrutura que acolha pessoas com o espectro. Isso se evidencia, pois segundo a rede de informações audiovisuais “Globo”, os professores possuem somente uma matéria na faculdade sobre a inclusão de pessoas especiais nas escolas. Sendo assim, não preparando essas profissionais para situações de alta demanda como seria a de alunos autistas. Gerando assim, o atraso intelectual, a repetição de anos letivos, e a falta de estímulos sociais em pessoas com TEA.
Portanto, medidas devem ser tomadas para diminuir os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Sendo assim, o Governo, como instância máxima de organização, deve exercer com mais vigor as leis sobre os direitos de inclusão de pessoas com TEA. Por meio, de focalização de verbas nas escolas e faculdades, para assim, com maior verba terem mais aulas sobre inclusão nas escolas, e esses profissionais terem uma preparação melhor para acolherem essas pessoas.