Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 23/11/2020

A série “Grey’s Anatomy’, que retrata o cotidiano dos médicos em um hospital, apresenta em um de seus episódios um garoto com autismo, que chega ao local com dores. Os médicos, por não saberem comunicar-se com ele, tiveram complicações para diagnosticá-lo. Na realidade isso não é diferente, pois as pessoas têm pouquíssimo conhecimento sobre o autismo, mesmo nos dias atuais o diagnóstico é impreciso e a inclusão é vista com preconceito. Nesse sentido, a escola é uma excelente forma para a formação do ser humano.

Deve-se pontuar, de início, que a falta de conhecimento das pessoas sobre o autismo é o que causa a discriminação, impedindo a inclusão, que também, consequentemente, essa desinformação dos profissionais, como médicos e professores, impedem de realizar um trabalho com excelência. Ademais, somente em 1993 o autismo foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, segundo dados da USP em 2018, o que também pode contribuir para a falta de conhecimento sobre o assunto.

Nessa perspectiva, a escola é importantíssima para a formação do ser humano, uma vez que ela é o primeiro ambiente que possibilita a socialização dos indivíduos portadores de autismo. Em decorrência disso, as escolas precisam desenvolver habilidades para acolher essa minoria, para não haver dificuldades de se inserir na sociedade e no mercado de trabalho. Um exemplo seria a série “The Good Doctor”, na qual o personagem principal é autista formado em medicina, que enfrenta inúmeros desafios para concluir sua residência, sendo julgado com incapaz apenas por ser portador dessa deficiência.

Portanto, a falta de conhecimento sobre o transtorno é o que gera a falta de inclusão e o preconceito. Sendo necessário que as autoridades ligadas á área da saúde invistam para o tratamento e diagnóstico do autismo, e apoiem pesquisas desse meio. Além disso, o Ministério da Educação deve conscientizar pais e filhos a respeito do autismo, por meio de debates, palestras, campanhas, com o intuito de desformar qualquer tipo de preconceito, e também foque na formação de profissionais para lidarem com essas condições, a fim de que cenas como a de “Grey’s Anatomy”, não se repitam jamais.