Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à dignidade e ao bem-estar social. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa que esses indivíduos não possui um tratamento adequado para melhorar casos de exclusão na sociedade, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Todavia, ocupando a nona posição da economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente retratado na ineficiência da inclusão no ambiente escolar impedido a quebra do paradigma. Segundo o Portal de Noticias G1, o número de alunos com autismo nas escolas cresceu 37% entra 2017 e 2018. Tais dados corrobora para a falsa sensação de progresso, uma vez que leva em consideração apenas a presença desses alunos em sala de aula, e, inclusão envolve, adaptação de conteúdo, formar professores e atividades adaptados as limitações de cada estudante.
Faz-se mister, ainda, salientar a ausência de medidas governamentais como impulsionador desse imbróglio no Brasil. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI . Diante do exposto, a realidade vai de encontro à Constituição Federal Brasileira, na qual defende o bem de todos, sem qualquer tipo de segregação. Com uma realidade distinta, já que não há políticas públicas que estimulem o diagnóstico precoce, nem que auxiliem as famílias que enfrentam o tratamento tardio do distúrbio. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigar esse obstáculo. Para isso, é imprescindível que o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, não apenas crie programas sociais que incentivem o diagnóstico preliminar do problema, mas também efetue campanhas e palestras nas escolas e praças públicas, que incentivem a inclusão dos portadores de TEA, com o objetivo de tirar dúvidas e informar os brasileiros. Nesse sentido, o fito de tal ação é mitigar o preconceito enraizados e incluir os autistas no convívio social. Somente assim, esse problema será, gradualmente erradicado, pois, conforme Gabriel o Pensador “na mudança do presente a gente molda o futuro”.