Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 16/12/2020

Milhares de pessoa possuem uma ideia errada acerca do autismo, afirmando que para lidar com uma pessoa autista é necessário que ela viva em um local diferente e específico destinado as pessoas que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). No entanto, essa segregação possui um efeito controverso ao que é difundido pelo mundo, pois provoca a retração do desenvolvimento social e até mesmo um agravamento nos comportamentos característicos do autismo, o que impede que o indivíduo com Tea seja incluso socialmente.

Geralmente, o autista aprende a maior parte da linguagem corporal e verbal por meio da imitação das ações das pessoas a sua volta. Porém, infelizmente prevalece um sentido comum pela sociedade de que a pessoa com TEA não possui a capacidade de se relacionar socialmente e, principalmente, estudar no ensino normal e atuar no mercado de trabalho. Dessa forma, a segregação dos autistas de um grupo de pessoas que não possuem essa síndrome contribui para o isolamento social e pode submeter o indivíduo a adquirir ou/e intensificar maus hábitos.

Outro fator existente que dificulta a inclusão do autista é a falta de leis concisas que declarem o direito de participar do mercado de trabalho e estudar. Sabe-se que já existem leis federais de proteção dos direitos da pessoa com TEA, porém elas são muito superficiais dando margem à várias interpretações onde na maioria das vezes são utilizadas para justificar a não admissão de pessoas autistas no trabalho e na escola. Devido à isso, a marginalização dos autistas é ampliada com amparo da lei que, mal escrita, possui papel contrário ao desejado.

Torna-se evidente, portanto, que a inclusão dos autistas no Brasil ainda é preocupante. Para solucionar esse problema, é necessário que a Organização das Nações Unidas juntamente com os  órgãos representantes do TEA elaborem leis mais precisas, para serem sancionadas pelo Poder Legislativo, com o fito de impedir brechas que provoquem a exclusão da pessoa autista. Desse modo, todas as pessoas que possuirem qualquer tipo e grau de TEA serão amplamente amparadas por leis que irão realmente incluí-las na sociedade.