Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/12/2020

Andrew Solomon, em seu livro “Longe da Árvore”, explora diversos temas de crianças que, assim como explica o título, nasceram diferente dos pais. Desde surdos, anões, até autistas; o autor explora características de cada grupo, e, principalmente, suas dificuldades. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que influencia intensamente o indivíduo, e por se tratar de um espectro, apresenta diversos desafios de inclusão na sociedade, como o preconceito decorrente por parte das pessoas e a dificuldade de diagnóstico.

Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5° Edição (DSM-5), o autismo é um transtorno neurológico caracterizado principalmente pelo comprometimento da interação social e comunicação verbal e não verbal da pessoa. Estas características, principalmente em ambiente escolar, isolam o indivíduo e abrem portas para o bullying, pois, de acordo com a psicologia, um dos motivos para o preconceito é a diferença.

Ainda infere aludir que, segundo o DSM-5, o autismo é um espectro, e por isso há diferenças de níveis: 1 como mais leve, 3 como mais severo. Embora níveis mais severos sejam mais fáceis de identificar, indivíduos do nível 1 possuem características sutis, facilmente confundidas como mau comportamento ou personalidade. Portanto, muitas vezes o diagnóstico é tardio ou nem acontece, influenciando diretamente na qualidade de vida do indivíduo.

É necessário, portanto, promover ações as quais alterem essa realidade. Logo, cabe ao Ministério da Educação a tarefa de treinar professores e funcionários de escolas, por meio de minicursos e palestras, com o propósito de diminuir o preconceito e o bullying. Ademais, é essencial que o Ministério da Saúde promova ações de conscientização da população, mediante uma campanha nacional, a fim de tornar a população ciente das características do TEA, facilitando assim seu diagnóstico. Com essas medidas espera-se uma melhor inclusão de autistas no Brasil.