Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 09/12/2020
Na obra “A República”, do filósofo Platão, é retratada uma cidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. Entretanto, esse panorama ainda não é realidade, quando se trata do preconceito contra os autistas do Brasil, que se configura um problema no país. Nesse sentido, isso deve-se a falta de preparo da família para tratar a entrave, como também negligência estatal.
Mormente, cabe ressaltar que o despreparo familiar é uma das razões pela qual o imbróglio ainda perdura. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. Nessa lógica, observa-se que os familiares não são educados para conviver e suprir socialmente um indivíduo portador do transtorno do espectro autista (TEA), consequentemente é visível o ineficiente acolhimento. Dessa forma, é inaceitável a postura negligente das unidades responsáveis pela dignidade dessa população.
Ademais, vale salientar que outra dificuldade enfrentada é a omissão do Estado. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu conceito de “Instituições Zumbi”, os institutos existem, mas não exercem suas funções. Nesse ponto de vista, é perceptível o despreparo das escolas e professores para receber e socializar esses alunos, assim contribuindo no processo de exclusão dos autistas. Logo, é inadmissível que os institutos sejam omissos e tratem com desprezo o impasse.
Depreende-se, portando, a necessidade de solucionar a problemática. Para tanto, o Governo Federal, ramo responsável da administração territórial, deve promover palestras informativas aos familiares de portadores de (TEA) visando buscar melhorias, por meio de campanhas com auxílio de profissionais especializados, a fim de garantir igualdade e assistência a essa parcela. Além disso, o Ministério da Educação (MEC), órgão encarregado da educação, precisa designar cursos preparatórios aos educadores com metodologias pedagógicas inclusivas a esse grupo, por intermédio de políticas públicas de inclusão, objetivando alcançar o corpo social perfeito, retratado pelo pensador Platão.