Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 14/12/2020

A Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, estabeleceu uma importante norma para a vida social: todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Contudo, o fato de haver desafios para a inclusão de pessoas com autismo no Brasil, demonstra a falha na legislação. Ademais, isso ocorre pela falta de políticas públicas em promover ambientes estruturados para indivíduos com essa condição, bem como pelo preconceito emitido pelo corpo social.     De início, vale ressaltar que, além de prever a isonomia no país, a Constituição Federal vigente prevê o direito à educação. Todavia, o próprio Poder Estatal fere a legislação no momento em que não promove, dentro das instituições públicas de ensino, estruturas adequadas para a formação intelectual dos autistas. Dessa forma, isso ocorre, pois o Ministério da Educação não investe em metodologias apropriadas, com ritmo dinâmico e profissionais capacitados para atender às particularidades individuais desses estudantes. Assim, essa negligência estatal representa uma das causas do imbróglio.

Outrossim, pela falta de conhecimento acerca do espectro autista, infelizmente a coletividade tende a possuir preconceitos e excluí-los das relações pessoais. Nessa lógica, o filósofo Aristóteles alega que o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a sua realização pessoal. No entanto, pela falta de campanhas informativas acerca dessa condição, os cidadãos costumam ficar isolados de sua vida coletiva, o que acarreta futuras doenças psicológicas, como a depressão. Dessa maneira, a desinformação sobre o autismo representa outro desafio a se combater.        Portanto, compreende-se a necessidade de superar esses obstáculos. Para isso, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro - promover atendimento personalizado, com barulhos reduzidos dentro das escolas, por meio de professores com especializações específicas, a fim de aumentar a concentração dos autistas. Logo, a isonomia será um direito efetivado no Brasil.