Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 15/12/2020
Na obra “Utopia” , do escritor inglês Thomas More , é retratada uma sociedade perfeita , na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas . No entanto , o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega , uma vez que abordar os desafios que as pessoas autistas enfrentam na tentativa de incluir-se na sociedade tupiniquim apresenta barreiras , as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da descrepância escolar quanto do estereótipo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da comunidade.
Em primeiro lugar , é fulcral pontuar que a dificuldade das pessoas com autismo de se inserirem em órgãos socias deriva da baixa atuação dos setores governamentais , no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências . Segundo o pensador Thomas Hobbes , o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto, isso não ocorre no Brasil. Por causa da falta de atuação das autoridades , no que permite a supressão de estruturas adquadas , essas destinadas a facilitar a socialização de indivíduos com a mázela cognitiva autista no âmbito educacional . Por seguinte, essa inexistência de espaços , equipamentos necessários , professores especializadas , livros específicos e aulas inclusivas , contribui para o aumento de evasão escolar e de vítimas de bullyuing e depressão .Desse modo, faz-se mister a refomulação dessa postura estatal urgentemente. Em segundo lugar, é imperativo ressaltar os rótulos que pré-determinam o social como promotores do entrave . De acordo com a Teoria do Inconsciente coletivo de Carl Jung , a população apresenta pensamentos e atitudes com falta de consciência devido à herança cultural passada de geração a geração. Outrossim, nota-se que esses episódios se ratificam , quando hominídeos menosprezam autistas , por meio de exclusão no trabalho ,escola , universidade , ademais, no momento em que indivíduos humilham essa minoria . Por consequência, esses acontecimentos ocasionam a formação de um contingente discriminatório. Tudo isso retarda a ressolução do óbice , já que os termos pré-derterminadores do social possibilitam a perpetuação desse quadro deletério.
Dessarte, com o intuito de atenuar o empecilho, é preciso que o Ministério da Educação e da Cultura entre em parceria com as instituições acadêmicas para realizar palestras conscientizadoras e informativas sobre : “A imprescindibilidade de quebrar o preconceito e aceitar e respeitar o indivíduo autista igualmente” . Adicionalmente,essas apresentações devem ser licenciadas por psicólogos e psicopedagogos. Assim também, é obrigação da direção dessas instituições de ensino distribuir panfletos e cartazes de histórias que abordam a temática.