Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 20/12/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, para que uma pessoa brasileira com autismo se sinta livre e responsável é indispensável a inclusão como papel da sociedade, sendo essencial para o indivíduo ter o poder de escolha a partir do acesso a suas necessidades. Dessa forma, em razão da ausência de investimentos a integração e da lacuna educacional, emerge um problema complexo, que precisa ser revertido.

Em primeira análise, é preciso salientar que a escassez de investimentos é uma causa latente do impasse. Sabe-se que a base de uma entidade capitalista é o capital, como explica o filósofo Marx. Nesse sentido, para serem resolvidos problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimento financeiro. Sendo assim, na questão da falta de acesso a pessoa com autismo no Brasil, que tem sido negligenciado, o que torna um dos desafios para a sua solução.

Em seguida, outra causa para a configuração do entrave é a carência educacional. De acordo com o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base uma omissão educacional. No que tange a resolução dos desafios para a inclusão de pessoas com autismo, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de estimular a empatia e prevenir a exclusão de autistas na sociedade, visto que não tem trazido esses conteúdos para o espaço de convivência.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, o Poder Executivo por intermédio do ministro da Educação, deve investir nas escolas, especialmente nas séries iniciais trabalhem a conscientização dos alunos, por meio de aulas com profissionais tutores da educação especial, de forma dinâmica com jogos e feiras inclusivas, a fim de promover a socialização e uma melhor qualidade de vida. Além disso, é preciso que as mídias televisivas ampliem essa percepção valendo-se da utilização de propagandas e programas, aos quais reforcem a identidade de pessoas autistas, para que se cultive o respeito nas futuras gerações. A partir dessas ações, nos aproximamos da defesa de Sartre ao ser humano.