Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 22/12/2020

De acordo com a Organização das Nações Unidas(ONU), estima-se que quase 2 milhões de brasilerios tenham autismo. Em vista disso, é fundamental analisar os desafios de inclusão de pessoas com essa síndrome no Brasil, compreendendo a questão do escasso conhecimento sobre a doença, além da dificuldade de aceitação do autismo na sociedade.

Em primeiro lugar, apenas em 1993 o autismo foi adicionado à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde. Ou seja, essa inclusão tardia nesse ranking é reflexo da falta de informações acerca do assunto, a exemplo da imprecisão na detecção da síndrome. Baseado nisso, torna-se difícil o reconhecimento de sintomas para promover a inclusão, já que é necessário o conhecimento do problema para criação de medidas que amparem essas pessoas.

Ademais, na série televisiva The Good Doctor: O Bom Doutor, o médico e protagonista autista precisa se provar qualificado constantemente. Ao trazer esse contexto para a realidade brasileira, algo semelhante ocorre, em razão de nas escolas, por exemplo, haver um preconceito com o comportamento e comunicação distintos, que faz com que gere essa recusa em aceitar as crianças autistas. Para ilustrar, ocorreu em 2019, em Minas Gerais, uma audiência de pais que tiveram a matrícula de seus filhos com autismo negada, de acordo com o jornal O TEMPO, fato esse que reforça e demonstra essa rejeição.

Destarte, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação deve destinar recursos financeiros às universidades públicas para desenvolverem pesquisas a fim de melhorar o reconhecimento da doença, além do Poder Legislativo promover uma lei que conste a obrigatoriedade em aceitar o indivíduo portador da síndrome nos espaços físicos, por meio de punições a quem recusar o acolhimento dessas pessoas. Ambas as medidas farão com que haja a proteção e aceitação dos autistas no Brasil.