Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 29/12/2020

Estima-se que o Brasil tenha cerca de dois milhões de autistas, no entanto, os portadores do Transtorno de Espectro Autista (TEA)  ainda não são devidamente incluídos na sociedade. Prova disso é que, segundo dados do Inep, há menos de mil e seissentos autistas no Ensino Superior. Isso decorre de dois principais desafios: a falta de auxílio profissional nas escolas, e o preconceito ainda presente na sociedade brasileira. Assim, é essencial que esses impasses sejam superados a fim de garantir o tratamento e a participação social desses indivíduos.

Em primeiro plano, deve-se entender que esse transtorno afeta diretamente as habilidades de interação social do indivíduo, e a melhor forma de mellhorar esse sintoma é a terapia comportamental. A exemplo disso, tem-se a personagem Caitlin do livro “passarinha”. A menina com Síndrome de Asperger, um dos tipos de autismo, evolui, e supera desafios com a ajuda da terapeuta de sua escola. Com as consultas, ela passa a entender melhor seus colegas e o mundo em que vive. Logo, com a ajuda de profissionais, a síndrome pode ser melhorada e os pacientes aprendem a se comunicar e a participar da sociedade e das diversas situações sociais que ela tem.

Além disso, outro agravante para a desigualdade com o TEA é o preconceito dos brasileiros com deficientes e com a neurodiversidade. Essa repugnante segregação tem raízes profundas, desde a Grécia Antiga, com o abandono daqueles que não eram considerados “normais”, isso é, não encaixavam em um padrão físico e mental. Nesse viés, entende-se que assim como Durkeim defendeu, a sociedade impõe valores pré definidos, e enquanto esses ideais não forem mais inclusos e justos, o Brasil permanecerá com dificuldade em incluir diferentes minorias, assim como os autistas.

Mediante o exposto, urge a necessidade de buscar e aplicar medidas que promovam a inclusão dos autistas na sociedade brasileira. Para isso, o Ministério da Saúde ligado ao Ministério da Educação devem garantir a Terapia Comportamental nas escolas. Isso pode ser feito com a contratação de profissionais da psicologia disponíveis para atender os portadores de TEA semanalmente, para assim, devenvolverem habilidades comunicativas. Outrossim, o Ministério da Saúde deve usar tecnologias de comunicação, como televisão e internet, para realizar campanhas que desmistifiquem a síndrome e combatam o preconceito. Dessa forma, será possível garantir a inclusão desse grupo social além de elevar seus entendimentos de mundo, assim como foi feito com Caitlin.