Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/01/2021

Promulgada pela Organização Nacional das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à segurança e ao bem-estar. Entretanto, os desafios da inclusão de pessoas com autismo se tornam um empecilho na sociedade. Dessa forma, não só o preconceito enraizado, mas também a falta de legislação em prol desses seres faz com que o desenvolvimento do Brasil seja obsoleto.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o preconceito enraizado é uma problemática enfrentada por essa comunidade. Segundo Norberto Bobbio, a dignidade é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e consideração por parte do Estado. Nessa lógica, é notório que os seres que possuem tal anomalia ainda sofrem muito preconceito, por esse problema não ser visto como uma doença, assim esses tais sofrem bullying e são excluídos da sociedade, sendo tratados com indiferença seja no mercado de trabalho ou nas escolas. Tal questão é inaceitável e atrapalha a isonomia do país.           Ademais, a falta de legislação em prol desses cidadãos atrapalha o crescimento da nação. Segundo Rousseau, o indivíduo é determinado pelo meio em que vive. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros apresentem TEA, representando aproximadamente 1% da população. Nesse sentido, é evidente que devido à negligências do governo, essa comunidade passará a conviver em uma sociedade não compacta com sua situação, deixando que a falta de ações para tais cidadãos prejudica seu crescimento seja individual ou até mesmo profissional. Desse modo, medidas são necessárias.

Destarte, urge que medidas sejam tomadas minar os impactos do preconceito e da falta de acessibilidade na inclusão das pessoas com TEA. Para isso, o MEC, órgão responsável pela formação cidadã dos indivíduos, deve orientar as pessoas sobre as características do transtorno autista, por meio de palestras ministradas por psicólogos voltadas a toda a comunidade, com o intuito de mitigar o preconceito criado pela ignorância. Somente assim, poder-se-ia quebrar padrões aprisionante, ser comemorado as diferenças e, finalmente haver, de fato, a participação de pessoas com autismo na identidade nacional.