Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Na série americana “The Good Doctor”, o protagonista Shaun é um médico autista que luta diariamente com as dificuldades advindas da convivência dele com a sociedade, sobretudo em seu ambiente de trabalho. Fora da ficção, os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil apresenta um quadro preocupante, tanto pelo desconhecimento da população e o preconceito quanto pela construção escolar limitadora. Assim, é fundamental analisar ambos os problemas, a fim de que se possa contorná-los.
Em primeira análise, a falta de informação acerca do autismo é um dos principais empecilhos para a inclusão desses indivíduos na sociedade. A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 5 ° que todos são iguais perante a lei, no entanto, percebe-se que esse direito encontra-se deturpado no país, uma vez que a falta de informação leva ao preconceito e à discriminação. Segundo dados da USP, o autismo foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde apenas em 1993, o que corrobora a falta de conhecimento sobre o assunto. Nesse sentido, o desconhecimento da população sobre o assunto precisa ser revisto.
Outrossim, deve-se analisar que a escola é de extrema importância ao ser humano, uma vez que possibilita desde cedo a socialização dos indivíduos. O educador Rubem Alves acreditava que “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”, sob essa ótica, há instituições de ensino que julgam um aluno autista como alguém que não será capaz de aprender tanto quanto outros alunos. Dessa maneira, cria-se uma visão limitada, a qual prejudica a integração dos portadores do TEA com o restante do grupo.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver essa problemática. Sendo assim, o Ministério da Educação em parceria com a mídia, deve promover campanhas para informar a população sobre o autismo, a fim de minimizar o preconceito existente e incluí-los na sociedade. Além disso, o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve promover palestras e rodas de conversa com pais, professores e alunos a fim de que profissionais possam instruir como proceder com alunos que possuem esse transtorno. Somente assim, os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil poderá ser resolvido.