Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A filósofa Hannah Arendt afirma que: “Quem habita este planeta não é o homem, mas os homens. A pluralidade é a lei da Terra.” Nesse viés, é válido refletir sofre a inclusão dos autistas no Brasil, visto que existe um enorme preconceito da população em geral para com essa comunidade, especialmente, pela falta de consciência da sociedade, bem como pelo descaso dos governantes para com a temática.

Nessa conjuntura, é importante frisar que o capacitismo, ou seja, o preconceito contra pessoas com deficiências ou transtornos, como o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), é muito praticado no país. Isso ocorre, por vezes, pela falta de consciência da sociedade que, ainda é, em sua maioria, leiga quanto ao TEA. Tal realidade acaba por prejudicar o indivíduo autista que já tem dificuldades com a interação social e a comunicação verbal e não verbal.

Adicionalmente, há um despreparo por parte dos governantes que, geralmente, não abraçam a causa de forma a criar e fiscalizar leis que protejam esses indivíduos e, também, lhes dê mais condições de inserção na comunidade, através do estudo e do trabalho que lhes atendam às necessidades específicas, por exemplo. Outrossim, o governo não dá às famílias dos autistas o suporte necessário, pois não há programas públicos de apoio psicológico ou mesmo financeiro.

Na tentativa de mitigar tal problemática, cabe, portanto, ao Governo Federal criar ações de conscientização da população por meio de programas em rádio, televisão e jornais, contando com profissionais qualificados que retirem as dúvidas da população quanto ao autismo, bem como que a instrua a evitar o crime do capacitismo. Ademais, cabe, ainda, ao governo a criação e fiscalização de leis específicas que protejam essas pessoas e suas famílias, de modo a permitir a inclusão dos mesmos na sociedade. Dessa forma, a pluralidade, defendida por Hannah, será, enfim, a lei do Brasil.