Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 13/01/2021

A série “The good doctor” retrata a história de um jovem médico que têm autismo. Ademais, ao longo do enredo ele sofre diversos ataques preconceituosos e muitas vezes é excluído por conta do seu transtorno de desenvolvimento. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange a inclusão da pessoa com autismo no Brasil, visto que os impasses são os mesmos. Com isso, o preconceito social, somado a ineficiência de políticas públicas contribuem para o quadro.

Em primeira análise, segundo o físico Albert Einstein " É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado". Sob essa ótica, o autismo têm como característica a dificuldade de se relacionar, a qual permite muitas vezes que a sociedade vincule isso à incapacidade de realizar tarefas ou até mesmo “ser normal”. Somado a isso, o molde da normalidade é tido como parâmetro para sustentar esse preconceito. Logo, a ignorância frente as diversidades têm, por consequência, a exclusão desse grupo.

Em segunda análise, a Carta Magna promulgada em 1988, garante direitos e tratamento igual a todos os cidadãos, principalmente aos que possuem Transtorno Espectro Autista (TEA). Entretanto, esse preceito não está sendo legitimado na prática, de maneira que os profissionais que deveriam auxiliar no processo de desenvolvimento intelectual, como por exemplo, os professores, não possuem qualificação na maioria dos casos. Assim, o ambiente que facilitaria a inserção social, têm maximizado os desafios.

Em suma, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Para que se quebre os preonceitos e permita a inserção efetiva desse grupo, urge que o Ministério da Educação (MEC) junto do Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias em redes sociais que retratem a vida de um autista e os impasses que eles enfrentam devido ao preconceito. Somado a isso, deverá também haver um treinamento efetivo aos profissionais da educação e não somente aos que possuem alunos com TEA. Somente assim, o Brasil não repetirá mais histórias de injustuça e exclusão como a série.