Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 10/01/2021

No período da Antiguidade, civilizações como a espartana mantinham um sistema rígido de exclusão social com pessoas deficientes. Apesar da distância temporal, tal contexto assemelha-se à condição dos autistas no Brasil, uma vez que esses cidadãos não recebem o tratamento devido por meio do Estado. Isso ocorre pela falta de investimento cientifico em pesquisas sobre essa doença e pelo fato de o poder público ter se apresentado cômodo no que diz respeito ao desenvolvimento de medidas de inclusão social voltadas para os autistas.

Em primeira análise, é possível citar que apenas em 1993 o autismo foi considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde. Isso evidencia que pessoas portadoras de autismo não recebiam um diagnóstico preciso do seu estado de saúde, pois até mesmo os profissionais da saúde não tinham o embasamento científico que comprovasse a evidência da doença. Por consequência, fica evidente que os órgãos responsáveis não deram a atenção devida para essa doença, o que reflete no contexto atual de falta de estudos sobre possíveis causas e tratamentos para essa enfermidade.

Em segunda análise, a Constituição federal de 1988 garante que pessoas portadoras de deficiências precisam ter todos os seus direitos assegurados pelo poder público, bem como a inclusão social. Todavia, o país ainda não age de acordo com a Constituição, pois ainda não foram desenvolvidas ações enérgicas que visem a inclusão social dos autistas. Isso se comprova tendo como exemplo as escolas brasileiras, pois segundo pesquisas realizadas pelo Ministério da Educação, instituições particulares e públicas não apresentam profissionais e ambientes adequados destinados a atenderem as necessidades dos autistas.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde criar um comitê de pesquisadores dispostos a desenvolverem estudos a respeito da temática. Esse comitê deve ser realizado por meio de médicos pediatras que tenham interesse em trabalhar com crianças autistas,  tendo como objetivo final desenvolver pesquisas cientificas sobre essa doença e aplicar os resultados adquiridos no processo de inclusão dos autistas no meio social.