Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o acesso à educação e a inclusão social como direito de todos, percebe-se que, na atualidade, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito à inclusão de pessoas do espectro autista. Isso acontece devido à falta de docentes capacitados no ambiente escolar e ao preconceito contra os autistas.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais na inserção de crianças com autismo no convívio estudantil. Nesse contexto, a quase inexistente capacitação dos professores em relação a entender as características e dificuldades que um jovem com essa deficiência possui, é um fator preponderante na exclusão social. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país.
Paralelo a isso, é fundamental apontar que à falta de informações relacionadas ao autismo impulsiona ainda mais o preconceito contra essas pessoas. Nesse sentido, o jornalista irlandês George Shaw diz que, “não há progresso sem mudança”. Diante de tal exposto, a participação da mídia com disseminação de informações sobre o autismo, seria de grande relevância para um melhor esclarecimento e a diminuição do preconceito. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, há uma necessidade de combater esses obstáculos. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação, responsável pela elaboração de políticas públicas no campo estudantil, promover uma melhor capacitação dos professores brasileiros, por meio de cursos e palestras acerca do autismo, a fim de incluí-los não só no ambiente escolar, como também na sociedade. Dessa forma, a Constituição brasileira se fará presente e respeitada.