Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 16/01/2021

Na série norte-americana ‘‘Atypical’’, é retratada a história de um rapaz de 18 anos, diagnosticado dentro do espectro do autismo, que trabalha e estuda em busca de independência. Acerca disso, fora da ficção, percebe-se uma realidade distante para acontecer no Brasil, visto que existem desafios na inclusão de pessoas com autismo. Em síntese, essa problemática deve-se tanto por haver uma desinformação do assunto, como também um descumprimento da lei.                                                            Nessa perspectiva, é válido ressaltar que a desinformação sobre a síndrome comportamental prejudica a inclusão dos portadores, haja vista que isso tende a alimentar o preconceito. Diante disso, segundo a neuropediatra Clay Brites, quando se dissemina conhecimento, reduz preconceitos e resistência, o que é fundamental para diminuir a invisibilidade dos autistas. Desse modo, isso mostra a importância da informação na vida dos indivíduos. Logo, são necessárias medidas para introduzi-la na sociedade.                                                                                       Além disso, o descumprimento da lei  nº 12.764 , que institui os direitos das pessoas com autismo, potencializa a exclusão social, pois é a a partir do cumprimento da norma que permite a inclusão. Prova disso é o relatório feito por Rossana Ramos, professora da UPE, no qual diz que não basta a aprovação da lei, são fundamentais a existência de ações voltadas para a concretização desta, como, por exemplo, a capaçitação de professores nas redes escolares para que tenha uma escola inclusiva. Dessa forma, é notório que esses direitos precisam ser garantidos aos autistas.                      Portanto, são fundamentais procedimentos que minimizem a desinformação e o descumprimento da lei. Com isso, cabe ao Estado criar campanhas, e por meio destas expor informações sobre o autismo e como lidar com pessoas portadoras, a fim de que os cidadãos possam compreender melhor e o preconceito seja reduzido. Como também, deve-se rever as políticas públicas  atuais de modo a garantir aos educadores os conhecimentos da lei e a efetivação desta. Assim, terá uma maior inclusão.