Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/01/2021

O livro “Cidadão de Papel”, escrito por Gilberto Dimenstein, aborda como seria a sociedade caso os direitos propostos pela Constituição fossem assegurados e deixassem de ser apenas “de papel”. Nesse sentido, é evidente que a população atual ainda enfrenta desafios na inclusão de pessoas com autismo, seja na educação ou na comunidade, já que, muitas vezes, esses indivíduos são excluídos socialmente por portarem essa deficiência. Dessa forma, faz-se necessário enfrentar essa problemática causada pela ineficiência estatal e pelo preconceito sobre o assunto em questão.

Em primeira análise, cabe pontuar que a insuficiência legislativa evidencia o descaso e do Estado com a sociedade autista. Conforme a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, o indivíduo com o essa alteração também devem ter igualdade de oportunidades, como acesso à educação e a proteção social. Porém, o despreparo nos atendimentos especializados, como a falta de profissionais capacitados pelo Governo, agrava a exclusão desse grupo e atrasa seu diagnóstico, fazendo com que o tratamento comece tardiamente e seja comprometido. Dessa maneira, não há como promover a inclusão dessa comunidade, sem garantir seus direitos desde o descobrimento da deficiência.

Ademais, vale ressaltar que a falta de conhecimento sobre o autismo gera preconceito entre a sociedade. De acordo com Augusto Cury, o sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças, ou seja, a plena união passa pelo enfrentamento desse tabu enrizado entre os brasileiros acerca da doença. Em vista disso, tudo aquilo que é desconhecido causa medo e, como consequência, tem-se a dificuldade de inserir essas pessoas na população, uma vez que a falta de informação leva à discriminação desse grupo. Portanto, é preciso criar mecanismos que objetivem a noção do corpo social, para, assim, possibilitar a inclusão desses cidadãos.

Em suma, medidas são indispensáveis para atenuar essa problemática. Por isso, o Governo, responsável pela autoridade, deve instalar clínicas de atendimento gratuito, por meio o Minestério da Saúde, para garantir o tratamento completo e eficaz a todos. Além disso, as escolas, por meio das mídias, devem organizar palestras sobre a inclusão de pessoas com autismo. Somente assim, ocorerrão mudanças positivas na sociedade brasileira.