Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A Constituição Federal, em seu artigo 6º, assegura os direitos básicos a todos os cida-dãos brasileiros, sendo eles portadores de deficiência ou não. Contudo, esse documento é ferido com os desafios de inclusão enfrentados pelos autistas, os quais dificultam sua formação social e acadêmica. Dentre os desafios, destacam-se os do setor educacional, onde há a falta de preparo das escolas, e o preconceito e a desinformação. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.
A princípio, é válido salientar que mesmo com a criação de um órgão responsável pela educação, o MEC, em 1930, o ensino no país ainda não consegue abranger a todos igualmente. Como, a título de exemplo, os estudantes com transtornos neuropsiquiátricos, uma vez que as escolas não contam com professores capacitados, materiais adequados e didáticas inclusivas, deixando sua formação de lado. Segundo dados do G1, embora tenha crescido o número de estudantes com autismo nas escolas, seu aprendizado ainda é dificultado com a falta preparo e assistência dos âmbitos educacionais, evidenciando o quão grave é a problemática.
Outrossim, consoante estudos da Universidade de São Paulo, somente em 1993 o autismo foi considerado como doença pela Organização Mundial da Saúde. Em vista disso, essa atribuição tardia contribuiu, por muito tempo, para a não aceitação desse grupo, bem como para acentuar a discriminação, haja vista a falta de informa-ções sobre o assunto que, consequentemente, acentuaram a exclusão e a banalização desse grupo. Na série televisionada The Good Doctor (O Bom Doutor), mostra a história de um médico que sofre com transtorno neuropsiquiátrico que, mesmo atuando de maneira brilhante na profissão, sofre com o preconceito por parte de paciente e demais colegas de trabalho, mostrando que quando a discriminação é regra, a aceitação é exceção.
Por conseguinte, compete ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, a criação de uma disciplina que, munida de oficinas e debates, e, incluindo pais e alunos, aborde sobre os autistas, e instrua aos docentes como agirem para que ocorra uma educação efetiva e diminua o preconceito por parte da população, a fim de garantir a formação educacional e a aceitação. E só assim, com medidas graduais e progressivas, diminuir os desafios para inclusão de autistas e fazer valer a Carta Magna de 1988.