Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 26/02/2021

Durante a  Idade média, indivíduos deficientes eram alvos de discri-minação, visto que a sociedade da época julgava essa condição como sen-do um castigo divino. Todavia, apesar dos séculos que se passaram, obser-va-se a persistência de maus tratos a portadores de necessidades espe-ciais. Diante desse contexto, destaca-se aqueles que possuem TEA (Trans-torno do Espectro do Autismo), uma vez que a desinformação e a inca-pacitação  dos profissionais educacionais corrobora para a exclusão deles.       Nessa situação, percebe-se que grande parte da população desconhe-ce os sintomas e os tratamentos possíveis para esse espectro, fato que di-ficulta o diagnóstico precoce dessas pessoas. Destarte, nota-se que ape-nas em 1993, o autismo foi reconhecido como uma doença pela Orga-nização Mundial da Saúde (OMS). Além de ser um transtorno de recente conhecimento geral, sua invisibilidade midiática também auxilia para que o corpo social não destine a devida atenção a ele, já que é extremamente raro ver-se qualquer menção a essa condição nesses meios.                            Outrossim, o despreparo de docentes em lidar com quem possue esse quadro psicológico é um dos fatores para a sua segregação. Dessa ma-neira, consoante Durkheim, sociólogo francês, a escola é considerada o se-gundo mecanismo de socialização, ou seja, nesse local as crianças apren-dem seus primeiros conceitos sobre mundo fora do lugar doméstico, per-mitindo-se assim interações com grupos de diferentes costumes. Contudo, para participar dessa integração os autistas precisam de cuidados espe-ciais, que não são ofertados  pela maioria dos ambientes educacionais.              Portanto, com o objetivo de diminuir a falta de informação e inabilidade dos professores, o Ministério da Saúde e o da Educação, deve criar  cam-panhas socioeducativas. Assim, necessita-se investir em anúncios infor-mativos nos meios midiáticos, como televisão,rádio etc. Além disso, tem-se que oferecer cursos ministrados por especialistas para capacitar os educadores. A fim de incluir os autistas no corpo social.