Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/05/2021

Segundo o filósofo John Locke, vida, liberdade e propriedade são direitos naturais do homem que devem ser garantidos pelo estado. Sob esse princípio, as pessoas com austismo no Brasil não estão podendo exercer esse direito de vida e liberdade devido a falta de inclusão e isolamento delas na sociedade. Diante disso, destaca-se dois aspectos importantes: a dificuldade da inserção de crianças com autismo nas escolas e a falta de informação popular.

Em primeiro plano, a dificuldade da inserção de crianças com autismo nas escolas promove a exclusão do jovem no meio social. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos- promulgada 1948 pela ONU- assegura que todos tenha direito a educação e bem-estar social. Entretanto, o direito a educação de muitas crianças com trantorno não vêem sendo garantidas como devia, contendo falta de aceitação desses alunos nas redes de ensino e falta de incapacitação dos funcionários das escolas a lidar com crianças com austimo, assim atrasando o desenvolvimento comunicatico dos mesmos. Diante disso, a inclusão de jovens com autismo nos colégios é essencial para seu convívio em comunidade e em se tornarem adultos mais sociáveis e, inclusos nas políticas públicas.

Além disso, a falta de informação popular sobre o autismo é um problema em nosso corpo social tendo as causas desse disturbo pouco conhecidas, acarretando a alienação desse assunto. Essa visão condiz com os dados da USP de 2018, mostrando que o Transtorno de Espectro Autista foi inserido na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde apenas em 1993. Nesse viés, a demora da integração do autismo neste ranking corraborou na falta de conhecimento sobre o assunto contribuindo mais para o preconceito e isolamento dessas pessoas no âmbito social. Assim, é necessário inserir mais pessoas com autismo nas televisões, filmes e séries, para cada vez mais dar espaço a esses indivíduos, permitindo a participação delas na vida em sociedade.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar essa problemática. Para isso cabe ao Ministério da Educação e o Ministério dos Direitos Humanos dar suporte, preparação e assegurar os direitos de todos os cidadões com autismo nas escolas, por meio da contratação de profissionais especializados, palestras e leis para garantia da educação de crianças autistas com o intuito de evitar isenção dos indivíduos com transtorno nas escolas. Ademais, compete ao Ministério da Cidadania ,em parceria com, os meios de comunicação promover visibilidade do Transtorno do Espectro Autista e realizar debates e campanhas de alerta, afim de concientizar a população sobre o autismo. Só assim, será possível uma realidade igual a citada por John Look.