Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 13/09/2021

“O dever é o que se espera dos outros, não o que se espera de si mesmo”.  Utilizando a citação do dramaturgo irlandês Oscar Wilde como base para análise da sociedade brasileira, se torna evidente a negligência em torno do autismo, justificada com a falta de obrigação social de contornar a situação e incentivar a inserção de pessoas com Transtorno de Espectro Autista. Apesar do direitos dessas pessoas estarem garantidos na legislação, é clara a ignorância governamental e social em torno do assunto, verdadeiros desafios para a inclusão.

Criada em 2012, a lei Berenice Piana constituiu a Política Nacional de Proteção dos direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Somada a ela foi aprovada em 2020 a lei Romeo Mion que criou a carteira de identificação de pessoas com o trantorno, a qual possui o objetivo de ajudar a exigir esses direitos estabelecidos com a lei de 2012. Em uma sociedade inclusiva essas leis seriam plenamente seguidas e a parcela autista da sociedade conseguiria exercer sua cidadania de forma íntegra, o que infelizmente ainda é uma utopia.

Embora as leis supracitadas estejam em vigor no Brasil, há vários casos em que a ignorância por parte do governo e da sociedade ocasiona a exclusão social. Em primeira análise dos desafios, cabe ressaltar a falta de investimentos e pesquisas na área voltadas para o diagnóstico preciso, sem um diagnóstico é impossível a plena garantia de direitos. Somado a isso vigora a exclusão escolar, com a falta de preparo nas intituições escolares para a inserção de pessoas com as mais variadas deficiências, e por conseguinte a exclusão no mercado de trabalho.

Com vistas a aumentar a inclusão de pessoas com autismo no Brasil, o Ministerio da Cidadania, em parceria com ONG’s e movimentos sociais, deve criar políticas públicas para a íntegra inserção economica, politica, social, midiatica e cultural dessa parcela da sociedade; e incentivar o investimento em pesquisas na área. Além de fazer campanhas informativas divulgadas em escolas e por meio dos principais meios de comunicações, como televisão e redes socias, com o objetivo de informar integralmente a sociedade para que a falta de informação nao seja motivo para a negligência.