Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 17/05/2021
Na série “Atypical”, indivíduos com autismo são excluídos do contexto social, pois são considerados “anormais”, característica bastante destacada na história. Fora da ficção, tal atrocidade também se reflete no Brasil, onde existe diversos obstáculos para garantir a igualdade aos cidadãos - em especial ao grupo com espectro autista - devido ao descaso do Estado e à inobservância da sociedade. Dessa forma, é necessário analisar as causas para promover possíveis soluções à questão.
A princípio, um obstáculo encontrado é a falta de investimentos do governo, uma vez que o Brasil carece de reformas educacionais de acessibilidade para o autista nos institutos de ensino. De fato, essa ausência associa-se à ideia do pensador Confúcio: “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Isto é, não dispor de incentivos para a adesão de pessoas especiais no ensino e de profissionais especializados no Transtorno do Espectro Austista para o desenvolvimento das habilidades sociais e de comunicação desse grupo na escola, favorece para a sua exclusão e, por conseguinte, para a sua desvalorização como ser social.
Em segundo plano, a negligência governamental dialoga com o descumprimento da sociedade com as leis, a qual se manifestou historicamente para garantir a igualdade social, porém promove ações de exclusão dos autistas, seja nas salas de aula, seja em praças públicas. De acordo com o escritor William Hazllit, o preconceito tem como origem a ignorância, ou seja, o pouco conhecimento. A partir dessa perspectiva, enquanto os direitos de pessoas especiais não forem debatidos com orientações e dados divulgados nas redes sociais para o processo de inclusão, inúmeros cidadãos autistas ainda estarão sendo marginalizados e vítimas de discriminação.
Depreende-se, portanto, que, para conquistar a inclusão social de autistas no Brasil, é necessário que o Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino nacional, promova um plano educacional baseado na acessibilidade de pessoas especiais. Isto ocorrerá por meio do direcionamento de verbas para propagandas de incentivo à adesão do autista na escola e para o aumento do número de profissionais de ensino especializados no Transtorno do Espectro Austista, com vistas a garantir a adesão e o desenvolvimento pessoal e educacional desse grupo. Ademais, é importante que a comunidade inicie uma discussão nas redes sociais e em áreas públicas acerca das consequências da discriminação com o autista, por intermédio de apresentação de dados e de histórias das vítimas, com o objetivo de lutar pela igualdade de todos os cidadãos.