Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O autismo é uma síndrome que interfere diretamente na comunicação do sujeito, além de influenciar em seu comportamento. No Brasil, esse transtorno atinge quase dois milhões de cidadãos, mas ainda permanece em segundo plano, visto que não são fornecidadas as devidas atenções a esse assunto. Isso ocorre devido à exclusão desses indivíduos nas escolas e ao diagnóstico tardio da síndrome. Logo, medidas devem ser tomadas para a superação de tal problemática.

Em primeira análise, é evidente ressaltar a discriminação das escolas em relação a essas pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista. Assim, inúmeras justificativas são aplicadas pelo senso escolar, tais como o fato de não poderem se adaptar à criança ou até mesmo o de não trabalharem com esse tipo de indivíduo. Prova disso foi a denúncia de uma mãe de um autista,  que teve a matrícula recusada pelo colégio Bernoulli, sendo que todos os outros colegas de seu filho haviam sido aceitos pelo convênio. Logo, nota-se uma grave exclusão social.

Em segunda análise, é importante lembrar que o diagnóstico tardio do autismo é um agravamento à questão. Essa ocasião dificulta a inclusão do cidadão pelo corpo social, que acaba por tratá-lo como um indivíduo qualquer, que não necessita de cuidados especiais, o que acaba prejudicando o seu desenvolvimento. Desse modo, pode-se fazer analogia ao argumento utilizado pelo ex-senador Flávio Arns (PR), que julgou necessária a realização de debates e campanhas de alerta para a conscientização da população. Dessa maneira, haverá uma maior inclusão desses cidadãos.

É lícito concluir, desse modo, que há muitas barreiras a serem superadas para a erradicação de tal problemática. Assim, às escolas, responsáveis pelo estímulo do pensamento crítico, cabe a inclusão desses sujeitos por meio de terapias comportamentais, a fim de por um fim nessa discriminação. Isso pode ocorrer por meio da contratação de profissionais especializados e pelo auxílio de tutores. Concomitantemente, ao Ministério da Saúde, encarregado das questões relacionadas à saúde pública no país, cabe o direcionamento de verbas aos estabelecimentos, com o intuito de diagnosticar e tratar indivíduos com autismo. Somadas essas medidas, dar-se-á uma grande passo para um covívio mais saudável e uma vida mais justa.