Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A série Atypical, aborda a história de um menino autista e sua rotina de cidadão parcialmente integrado na sociedade, indo até mesmo para o colégio e tendo uma vida sociável . Analogamente, esta realidade descrita na obra , apesar de ainda não ser um cenário perfeito, ainda é mais inclusivo do que  a situação brasileira. Este óbice é fruto da discriminação do corpo coletivo e traz consequências imensuráveis, como a dificuldade de se inserir no mercado de trabalho.

Sob esse prisma, o principal desafio da inclusão de pessoas com autismo no Brasil é o preconceito da população. Os mesmos julgam os que  possuem o distúrbio,como incapazes de realizarem atividades cotidianas em espaço Integrado, com o restante da sociedadade.Porém, dados divulgados pelo INEP(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) mostraram que 105.842 crianças e adolescentes com autismo estudavam na mesma sala que pessoas sem deficiência em 2018, o que correspondeu a 37,27% a mais do que 2017. Portanto, nota - se que aqueles portadores do transtorno do espectro autista (TEA) vêm refrutando os pensamentos retrógrados do corpo coletivo, evidenciando sua capacidade tão exemplar, quanto aqueles que não apressentam sinais de TEA.

Porém, em suma, cabe analisar não somente o preconceito dos brasileiros, como também impacto disso no ambiente de trabalho. A discriminação afeta na vida pessoal dos autistas, isto porque eles nem sempre possuem oportunidades iguais, e quando têm essa oportunidade, muitas vezes são desrespeitados, rebaixados, possuem cargos menores e suas ações, refrutadas em um espaço de trabalho. Esta realidade é retratada na série The good doctor, a qual relata um médico jovem e portador de TEA trabalhando em um grande hospital e suas brilhantes condutas estão frequentemente em questionamento. Portanto, nota - se que este óbice no mercado de trabalho afeta o corpo coletivo,que perde excelentes profissionais com sua mentalidade retrógrada. Logo, visto tamanho problema, o Ministério da  educação precisa intervir neste obstáculo.

Portanto, visto tamanha problematização,faz -se  necessário a intervenção do  Ministério da educação (MEC), o responsável  pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação (PNE) em todo o território, deve promover aulas interdiciplinares,conhecimento intercultural, principalmente entre os jovens,por meio de campanhas educacionais e oficinas em escolas públicas.Nessas oficinas, ocorrerão palestras sobre temas relacionados à diversidade e ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Tais medidas possuem como finalidade mitigar o preconceito com relação aos autistas no contexto brasileiro. Dessa forma, o pais estará mais perto da realidade descrita em “Atypical”, garantindo a integração dos indivíduos.